segunda-feira, 30 de setembro de 2019

O que é o Diálogo Inter-religioso?


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Diferente do saudável e recomendado Diálogo Inter-religioso, o sincretismo é assumir ensinamentos e práticas de outras religiões na própria experiência religiosa, misturando tradições e confundindo a fé das pessoas com elementos incompatíveis, sem coerência.
O saudável e recomendável Diálogo Inter-religioso acontece, de modo pessoal e institucional, na abertura para escutar as diferentes tradições religiosas que, ao longo da História, trataram de dar uma resposta às perguntas existenciais que se referem à transcendência da vida. É a capacidade para apresentar as próprias convicções religiosas sem as impor aos demais, aprendendo das diferenças e convivendo com elas, sem utilizar as religiões como pretexto para a violência. É colocar o ser humano e a vida como base para a convivência pacífica e respeitosa, com consequências positivas para a vida social e para os grandes problemas humanitários e ecológicos.



sexta-feira, 27 de setembro de 2019

O que significam as palavras "igreja", "católica", "apostólica" e "romana"?


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“Igreja” é a assembleia dos fiéis
“Católica” é a sua área de missão - todos os povos e nações
“Apostólica” é a sua Tradição, desde os tempos das primeiras comunidades cristãs - transmitida de geração em geração pelos sucessores dos apóstolos
“Romana” é a sua sede - o sucessor de Pedro, atualmente o Papa Francisco, ponto de unidade e comunhão dos fiéis, é o bispo da Diocese de Roma.



quinta-feira, 26 de setembro de 2019

O que é a Homilia, para que serve, quanto tempo deve durar?


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A Sagrada Escritura ocupa um importante espaço na Eucaristia. A ela é dedicada a Liturgia da Palavra, que compreende leitura(s) do Primeiro e/ou do Segundo Testamento, além de um salmo e de leitura de um dos Evangelhos. Também estão incluídas a Homilia e a Oração dos Fiéis.
A Homilia é uma conversa familiar na qual aquele que preside a assembleia dos fiéis ajuda na reflexão sobre as leituras proclamadas, ressaltando palavras, expressões, frases, personagens, lugares e atitudes, recuperando o contexto no qual os textos foram originalmente escritos – localizando-os na História da Salvação - e buscando a sua relevância e os seus apelos para a assembleia dos fiéis na realidade em que ela está vivendo. Deve estar em comunhão com a Tradição e o Magistério da Igreja. Segundo o Papa Francisco, na exortação apostólica Evangelii Gaudium, a Homilia deve ser breve (parágrafo 138). Numa Audiência Geral, em Roma, em fevereiro de 2018, o papa afirmou que a Homilia deve ser breve, bem preparada, sem exceder 10 minutos.



quarta-feira, 25 de setembro de 2019

Como se chamava aquela prática dos judeus de consagrar e entregar a Deus a melhor parte da sua colheita e do seu rebanho?


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Os judeus, reconhecendo que tudo pertence a Deus e agradecendo pelas suas bênçãos abundantes, reservavam os primeiros e melhores frutos da colheita, os bezerros mais fortes e saudáveis do rebanho, e os consagravam a Deus, entregando-os aos sacerdotes como uma oferta de amor. Mais tarde, com o surgimento da dinheiro, também era entregue uma parte de seus salários. Os sacerdotes utilizavam essas ofertas e dinheiro para ajudar as pessoas mais necessitadas, para realizar a manutenção do templo e para o seu próprio sustento. Essa prática dos judeus se chamava dízimo.



terça-feira, 24 de setembro de 2019

Quem é aquele sopro, hálito, dinamismo, ímpeto que procede do Pai e do Filho e é enviado aos fiéis?


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A terceira Pessoa da Santíssima Trindade, no Primeiro Testamento é chamada em hebraico “ruah” - sopro, hálito - e, enquanto o Pai criava o mundo com Sabedoria, Ela repousava sobre as águas. Os profetas falaram através d’Ela. Chegada a plenitude dos tempos, pelo “sim” de Maria, o Filho foi gerado através d’Ela. No Segundo Testamento é chamada em grego de “pneuma” – dinamismo, ímpeto. Ela foi enviada aos fiéis pelo Pai e pelo Filho para completar a obra da redenção através da Igreja. O Espírito Santo é esse sopro, hálito, dinamismo, ímpeto que procede do Pai e do Filho e é enviado aos fiéis.



segunda-feira, 23 de setembro de 2019

Como se chama aquele movimento amplamente presente na Igreja Católica, de inspiração pentecostal e neo-pentecostal?


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Por volta do ano 1967, nos Estados Unidos, começou a surgir entre leigos estudantes e professores universitários e sacerdotes da Igreja Católica Apostólica Romana, uma experiência ecumênica de diálogo e oração com fiéis e pastores da Igreja Episcopal Anglicana, que logo foi-se espalhando a outros países. Essa experiência se inspirou no movimento pentecostal e neo-pentecostal surgidos em igrejas protestantes dos Estados Unidos. Buscou-se conservar a identidade católica (como a valorização dos sacramentos e a devoção a Maria) e foi introduzido o destaque ao Espírito Santo e aos Seus dons e ministérios (como a oração em distintas línguas e a cura e libertação). Esse movimento amplamente presente na Igreja Católica, de inspiração pentecostal e neo-pentecostal, se chama RCC - Renovação Carismática Católica.



sexta-feira, 20 de setembro de 2019

Quem são os fiéis que assumiram publicamente o compromisso de rezar a Liturgia das Horas todos os dias?


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As orações diárias oficiais da Igreja Católica são: em primeiro lugar, a Eucaristia e, em segundo lugar, a Liturgia das Horas. Através delas os fiéis santificam o Nome de Deus e, ao mesmo tempo, vão sendo santificados por Deus. Apesar das diferenças de idiomas e de fuso-horário, os fiéis rezam a partir dos mesmos textos bíblicos, acompanhando os diferentes tempos litúrgicos e o calendário de solenidades e festas da Igreja. Na Liturgia das Horas, os fiéis cantam ou recitam hinos e salmos e cânticos do Primeiro e do Segundo Testamentos, principalmente pela manhã (Laudes), pela tarde (Vésperas) e pela noite (Completas). A Igreja recomenda a todos os fiéis que rezem a Liturgia das Horas. Os fiéis que assumiram publicamente o compromisso de rezar a Liturgia das Horas todos os dias são aqueles que receberam o sacramento da Ordem (diáconos transitórios e permanentes, sacerdotes e bispos).



quinta-feira, 19 de setembro de 2019

Qual é a cor litúrgica utilizada pela Igreja para celebrar a festa dos apóstolos de Jesus?


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Para que Deus se comunique ao homem completo (inteligência, afetividade e sentidos), a Igreja utiliza as cores litúrgicas (branco, vermelho, roxo e verde) para ajudar aos fiéis a acompanhar a mudança dos tempos litúrgicos (Advento, Quaresma, Páscoa, Comum) e expressar a identidade do mistério celebrado (divindade, santidade, ministério, martírio). A cor litúrgica utilizada pela Igreja para celebrar a festa dos apóstolos de Jesus é o vermelho.



quarta-feira, 18 de setembro de 2019

Como se chama a mais recente exortação apostólica do Papa Francisco?


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O Papa Francisco, na sua tríplice missão de governar, ensinar e santificar aos fiéis, escreveu 5 documentos, sendo duas encíclicas e três exortações apostólicas. As encíclicas são “Lumen fidei” (“Luz da fé”, 2013) e “Laudato si’” ("Louvado seja", 2015). As exortações apostólicas são “Evangelii gaudium” (“Alegria do Evangelho”, 2013), “Amoris laetitia” (“Alegria do amor”, 2016) e a mais recente foi publicada em 19 de março de 2018. Ela se chama "Gaudete et exsultate" (Alegrai-vos e exultai!).



terça-feira, 17 de setembro de 2019

Na Eucaristia, qual é a importância dos Ritos Iniciais? Quem são os responsáveis por eles?


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Os ritos iniciais são a primeira das quatro partes do Sacramento da Eucaristia.
Compreende a saudação inicial, o ato penitencial e a oração do dia. Nos domingos e solenidades, inclui-se também o hino de louvor (glória).
A importância dos ritos iniciais está em ajudar os fiéis a que se congreguem, sintam-se família de Deus reunida, sintam-se Seu povo amado.
Os ritos iniciais se revestem de muita importância especialmente nestes tempos de individualismo e isolamentos. É uma tarefa urgente criar condições e gerar um ambiente comunitário para que os fiéis se interajam mutuamente e se sintam importantes e valorizados uns pelos outros, num clima de fraternidade, que tantas e tantas vezes não conseguem experimentar na sociedade, no dia-a-dia, onde reinam a frieza e a indiferença.
Propiciar a comunhão dos fiéis é um compromisso de todos: desde os ministros da acolhida (que recebem os fiéis nas portas, dando-lhes as boas-vindas e, eventualmente, conseguindo-lhes um lugar para se sentar - especialmente às pessoas com necessidades especiais), o ministro responsável pelo comentário inicial (olhando os fiéis nos olhos, com um sorriso nos lábios, boa pronunciação das palavras e frases, introduzindo a assembleia nos ritos que estão a ponto de começar), os ministros da música (com canções alegres ou suaves bem preparadas instrumental e vocalmente) e o ministro ordenado (equilibrando qualidades humanas e espirituais para acolher e reunir o rebanho de Jesus Cristo que está presidindo, preparando os fiéis para a Liturgia da Palavra e a Liturgia Eucarística).
Em uma palavra: todos somos responsáveis para que os Ritos Iniciais do Sacramento da Eucaristia alcancem o seu sublime objetivo de transformar uma multidão de pessoas em povo de Deus, em Assembleia santa, em Corpo Místico de Cristo. E esses critérios podem e devem ser repetidos em outros sacramentos e demais atividades promovidas pela Igreja.



segunda-feira, 16 de setembro de 2019

Quais qualidades deve desenvolver e quais defeitos deve evitar um bom líder cristão?


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Um líder cristão é - em primeiro lugar - um discípulo de Jesus Cristo, um membro da Igreja, e exerce essa liderança como uma expressão do seu amor e agradecimento a Deus e um serviço responsável e generoso aos seus irmãos.
Mais que “fazer” e “parecer” o líder cristão “é”, pois sabe que o seu serviço só tem valor se for exercido como testemunho pessoal de tudo o que acredita, e as suas atitudes refletem o que pensa e diz.
Um líder cristão - ainda que possa aprender muito com cursos e livros de treinamentos oferecidos por experientes líderes sociais e institucionais - tem como principal referência da sua liderança a pessoa de Jesus Cristo, na sua relação com os seguidores, discípulos e apóstolos. Por isso, um líder cristão é uma pessoa de oração, que alimenta uma espiritualidade de comunhão com Deus, com as autoridades da Igreja e com os seus irmãos de fé. Tem vida sacramental e lê e medita as Sagradas Escrituras.
Toma a iniciativa para aprender mais e servir melhor e mais adequadamente. Sabe escutar mais e falar menos. Sabe motivar e envolver as pessoas para que participem mais ativamente da vida da Igreja, em comunhão entre as comunidades, pastorais e movimentos. É obediente às recomendações oficiais da Igreja e manifesta com prazer o seu apreço pelo Papa, pelos bispos e pelos padres e diáconos.
Um bom líder estimula o bom entendimento e a reconciliação entre os irmãos de comunidade, e está sempre atento àqueles que enfrentam dificuldades pessoais e familiares, motivando a comunidade para a caridade fraterna. É uma pessoa generosa e trabalhadora, criativa e organizada, alegre e disponível.
Um bom líder corta relações com as fofocas, com o autoritarismo, com a superficialidade, com a autopromoção, com os privilégios etc.
Alguns cristãos têm uma liderança nata, mas a grande maioria dos líderes cristãos se formam através do compromisso com a santidade e com a excelência, sempre em comunhão.



sexta-feira, 13 de setembro de 2019

O que é a felicidade e como alcançá-la?


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A felicidade é uma sensação que nós seres humanos temos quando estamos na companhia das pessoas que amamos e que nos amam, quando partilhamos conhecimentos e habilidades com as pessoas, quando realizamos atividades que distraem e relaxam, quando alcançamos os resultados desejados, quando chegamos a ser tudo o que somos capazes, quando superamos medos e traumas, quando expandimos os sentimentos e nos congregamos em fraternidade, quando fazemos as pessoas e o mundo melhores etc.
Nascemos para ser felizes, realizando nossas capacidades físicas, psicológicas e espirituais. A felicidade precisa ser experimentada durante o caminho e não só na chegada.
Devemos investir todos os nossos recursos para alcançar a felicidade e mantê-la, mesmo nos momentos de tribulações e dificuldades, de doenças e morte.
É evidente que, para alcançar e manter assim a felicidade, é preciso se projetar para além do estreito horizonte do espaço e do tempo, é preciso estar em comunhão de amor com Quem nos criou, Quem nos redimiu, e Quem nos santifica.
A felicidade é o resultado de um esforço pessoal, mas também de um conjunto de decisões sociais, políticas e econômicas que afetam os cidadãos e que facilitam ou prejudicam o alcance da felicidade.
Ser feliz não significa estar sorrindo a todo momento nem dar gargalhadas - ainda que sejam manifestações de pessoas felizes. Uma pessoa pode experimentar a felicidade sem euforia, especialmente em momentos difíceis.
Não devemos nos acostumar a viver sem felicidade. Deus deseja que sejamos felizes - não de modo egoísta ou individualista - mas na busca pela felicidade coletiva. Ninguém tem o direito de atrapalhar a felicidade dos outros.
Vivamos felizes no conhecimento da Vontade de Deus e na sua realização.



quinta-feira, 12 de setembro de 2019

Existe alguma originalidade no catolicismo latino-americano? O que ele tem a oferecer à Igreja universal?



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A Igreja (palavra que vem do grego e significa “assembleia") de Jesus Cristo é Católica (também do grego, significa “universal”).
Ela é conformada pelas mulheres e homens que professam a fé dos apóstolos e que seguem a Jesus Cristo como fiéis leigos, consagrados, diáconos, presbíteros, bispos e cardeais, unidos ao bispo de Roma, chamado Papa.
A Igreja Católica está presente em todos os continentes do mundo, tão marcadamente diversos e ricos em culturas, idiomas, tradições, realidades religiosas, sociais, políticas e econômicas, desenvolvimento humano etc.
Anunciando a mesma Boa Notícia entre pessoas e povos tão variados, a Igreja, ao mesmo tempo, enriquece as diferentes tradições com a luz da fé, e também é enriquecida com a contribuição das culturas locais e da reflexão da mensagem de Jesus Cristo à luz das alegrias e tristezas, esperanças e aspirações das diversas nações.
A América Latina foi sumamente enriquecida com a chegada do Evangelho através dos colonizadores portugueses e espanhóis no final do século XV. É verdade que muitas vezes os povos originários não foram devidamente respeitados e quase sempre oprimidos e dizimados. Alguns povos forçosamente trazidos ao nosso continente também foram maltratados e sofreram crimes contra a humanidade.
Por sua enorme riqueza natural, a América Latina foi massacrada, violentada, roubada e devastada, tanto no passado quanto num passado não muito distante, tanto por povos estrangeiros quanto pelos próprios habitantes.
Com uma fé admirável, os católicos latino-americanos sempre buscaram acolher os ensinamentos da Igreja Universal conservando as suas raízes e tradições culturais - sempre que não eram contrárias nem contraditórias com o Evangelho de Jesus Cristo.
A produção teológica e a reflexão da Palavra de Deus a partir da realidade do nosso continente sempre foram acompanhadas pela Igreja Universal e colocadas à sua disposição.
Merecem destaque as cinco conferências do episcopado latino-americano e caribenho no Rio de Janeiro, Brasil (1955), em Medellín, Colômbia (1968), em Puebla de los Ángeles, México (1979), em Santo Domingo, República Dominicana (1992), e em Aparecida, Brasil (2007).
Vale lembrar que o atual Papa da Igreja é o latino-americano Jorge Bergoglio, que foi cardeal de Buenos Aires, Argentina. Atualmente ele enriquece a Igreja Universal com as referências teológicas do nosso continente.
De tal modo que os nossos católicos latino-americanos não sentem a necessidade de abandonar a sua legítima tradição e caminhada cristã para impor a cultura religiosa europeia e romana. Aqui vivemos nossa catolicidade de um modo latino-americano, nem melhor nem pior que os demais povos e continentes, mas diferente e original.



quarta-feira, 11 de setembro de 2019

A Igreja pode interferir na vida conjugal e na educação que as mães e pais dão aos seus filhos?


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A Igreja é a comunidade das mulheres e homens que acreditam que Jesus é o Filho único de Deus, que se fez Homem para a salvação da humanidade através da Sua morte e ressurreição, e é reunida e conduzida pelo Espírito Santo enviado por Deus Pai e Deus Filho.
Através do anúncio da Boa Notícia e do sacramento do Batismo, a Igreja gera mulheres e homens novos, filhas e filhos de Deus. A Igreja acompanha os fiéis e os alimenta com o Pão Eucarístico e com o Pão da Palavra de Deus, purificando-os pela penitência através do sacramento da Reconciliação.
Por gerar, acompanhar, alimentar e purificar, a Igreja recebe o título de Mãe e Mestra, inspirando-se na Mãe de Jesus, Santa Maria.
O Cristianismo é uma das tantas religiões presentes no mundo, e o Catolicismo é uma das tantas igrejas cristãs. Além disso, há mulheres e homens que se declaram ateus ou que vivem a sua fé sem se vincular de modo confessional a nenhuma religião ou igreja.
A Igreja Católica possui uma experiência acumulada de dois mil anos a respeito da vida conjugal e da educação aos filhos. No anúncio da Boa Notícia, a Igreja ensina a “honrar pai e mãe”, a “não cometer adultério”, a “não desejar a mulher do próximo / o homem da próxima”.
Para o sacramento do Matrimônio, a Igreja oferece uma formação pré-matrimonial, preparando a mulher e o homem para os compromissos da vida conjugal conforme os ensinamentos de Jesus Cristo. Além disso, a Igreja possui pastorais e movimentos dedicados ao acompanhamento dos casais, fortalecendo o seu compromisso cristão e a sua espiritualidade.
Para o sacramento do Batismo, da Eucaristia e da Confirmação, a Igreja oferece orientações às mães e pais para que acompanhem e favoreçam o desenvolvimento das suas filhas e filhos como seres humanos e como filhos de Deus. Além disso, a Igreja possui Catequese, pastorais e movimentos dedicados ao acompanhamento das crianças, adolescentes e jovens - além das instituições educativas de inspiração católica (escolas, colégios, universidades etc).
Através do sacramento da Reconciliação e da direção/orientação espiritual, tanto as esposas e esposos quanto os pais e filhos têm a oportunidade de renovar os seus compromissos e propósitos depois da experiência de fraqueza e limitação.
A Igreja recebeu de Jesus Cristo - e para isso ela é fortalecida pelo Espírito Santo - a missão de anunciar a Boa Notícia às mulheres e homens de todas as nações, não somente aos cristãos.
Essa missão é cumprida pela Igreja de maneira respeitosa, pois ela defende o direito das pessoas a respeito da vida conjugal e da educação dos filhos segundo a reta consciência. A Igreja entende que o Estado é leigo e, justamente por isso, também espera que o Estado respeite e permita que ela continue propondo a Boa Notícia da família às mulheres e homens.



terça-feira, 10 de setembro de 2019

"Não podem servir a Deus e ao Dinheiro". Comente.

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O dinheiro foi uma invenção humana para substituir as antigas práticas comerciais baseadas na troca de mercadorias e produtos, facilitando a sua compra e venda.
Para a própria subsistência e também para a da sua família, as mulheres e homens precisam do dinheiro, honestamente obtido pelo trabalho realizado ou pelo serviço oferecido.
Para que Deus “dê o pão de cada dia”, a pessoa precisa exercer alguma atividade para gerar renda e, ao mesmo tempo, permitir o desenvolvimento da sociedade na administração dos bens públicos.
Na realidade, o dinheiro nunca substitui a Deus, que é infinitamente superior. Mas as mulheres e homens podem chegar a esquecer o valor que têm em si mesmos, e acreditar que só vão ter reconhecida a sua importância pelos demais através do seu poder aquisitivo e pelos bens que possuem. E, no cúmulo desse raciocínio, absolutizam o dinheiro e são capazes de fazer qualquer coisa para obtê-lo, abrindo mão dos valores éticos e morais que sustentam a convivência social.
As mulheres e homens que absolutizam o dinheiro acreditam que tudo e todos estão à venda e costumam não respeitar nem obedecer as leis e as autoridades.
Também é possível que a suposta segurança que os bens materiais obtidos pelo dinheiro oferecem distancie as pessoas de Deus. Elas pensam que já não precisam da Graça e dos favores divinos, porque supostamente o dinheiro que têm pode comprar tudo o que elas precisam.
Especificamente na vivência e na prática religiosas, quem absolutiza o dinheiro menospreza as relações interpessoais baseadas na gratuidade e na generosidade. Considerando que o seu “tempo é dinheiro”, acredita que não vale à pena gastar tempo com pessoas que pouco ou nada têm a oferecer materialmente. Prefere festas, eventos sociais e locais comerciais a participar de celebrações e eventos comunitários. Tem resistência a partilhar os bens materiais e considera as pessoas pobres preguiçosas, acomodadas e incômodas.
Por isso, realmente é um perigo absolutizar o dinheiro. Quase sempre quem o faz se afasta dos valores do Reino de Deus e dos ensinamentos essenciais de Jesus Cristo e da Igreja. Não é à toa que o amor ao dinheiro é considerado uma idolatria.



segunda-feira, 9 de setembro de 2019

"Não pecarás contra a castidade". Como ensinar e praticar o sexto mandamento?


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As mulheres e os homens compreenderam que foram criados sexuados para que pudessem crescer e se multiplicar, povoando a terra e submetendo-a, conforme a vontade do Criador. Deixando pai e mãe para se unirem e formarem uma só carne, a mulher e homem - abençoados por Deus - gerariam novas vidas através da intimidade sexual.
Diferente dos demais animais - que têm a sua sexualidade limitada à dimensão genital, instintiva e procriadora -, a mulher e o homem têm a racionalidade, a vontade, a liberdade e, principalmente, a capacidade de amar. De tal modo que a sexualidade humana vai associada à afetividade.
O sexto mandamento - “Não pecarás contra a castidade” - compromete o ser humano com o desenvolvimento e vivência plena da própria sexualidade, ajudando-o a dominar a dimensão meramente instintiva.
É sabido por todos que uma das características da cultura contemporânea é o hedonismo, ou seja, a busca da satisfação sexual como um valor em si mesmo, sem restrições nem limites. São consequências do hedonismo: a maternidade/paternidade irresponsável, o aborto, as doenças sexualmente transmissíveis, a prostituição, a indústria pornográfica, o tráfico de pessoas, a pedofilia, a sedução de menores, as infidelidades conjugais, a união livre etc.
A fim de preservar o ser humano e a sociedade em geral das consequências terríveis do hedonismo, Deus se oferece para caminhar ao seu lado e ajudá-lo no autodomínio como expressão do amor próprio e aos demais.
As primeiras comunidades cristãs compreenderam que o Espírito Santo habitava o corpo dos fiéis, tornando-os templos e moradas d’Ele.
Assim, é preciso que as mães e pais (primeiros responsáveis em transmitir a fé aos filhos) e catequistas ensinem às crianças, adolescentes e jovens a glorificar a Deus também através da vivência plena da própria sexualidade, afinal eles são imagem e semelhança do Criador, foram redimidas pelo Salvador, e são habitadas pelo Santificador.
Também devem viver a castidade as pessoas solteiras, as casadas, as viúvas, as consagradas, os ministros ordenados, cada qual conforme o seu estado de vida e vocação. Devem viver a castidade nos atos, mas também nos pensamentos e nas palavras.
No caminho da santidade, as mulheres e homens recebem de Deus a ajuda necessária por meio da oração constante e dos sacramentos, especialmente a Eucaristia e a Reconciliação.



sexta-feira, 6 de setembro de 2019

Que compromissos nós cristãos temos com os moradores de rua?

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“Tive fome e me deram de comer. Tive sede e me deram de beber. Era forasteiro e me recolheram. Estive nu e me vestiram, doente e me visitaram, preso e vieram me ver [...] Cada vez que o fizeram a um desses meus irmãos mais pequeninos, a mim o fizeram” (Mateus 25, 35-36.40)
O cristão reconhece nas pessoas necessitadas o próprio Cristo que - de uma maneira misteriosa, mas real - se identifica com todo e cada ser humano (pelo mistério da Encarnação, Deus Filho se fez Homem e se uniu à humanidade de modo definitivo), especialmente com as pessoas mais necessitadas.
O cristão se esforça para ser outro Cristo, para viver como Ele viveu e ter os mesmos sentimentos, pensamentos e atitudes d’Ele.
Durante a Sua vida terrena e Seu ministério público, Cristo se aproximou das pessoas mais necessitadas, relacionou-se com elas, tocou-as, conversou com elas, partilhou alimentos com elas, defendeu-as, anunciou-lhes a Boa Notícia de Deus, afirmou que o Reino de Deus pertence aos pobres.
Os apóstolos e os discípulos de Cristo compreenderam muito bem o testemunho d’Ele e os Seus ensinamentos. O Segundo Testamento narra diversas ações de Cristo e das primeiras comunidades cristãs a favor das pessoas necessitadas, no sentido de promover a sua dignidade, acompanhando-as sem substituí-las.
Os moradores de rua se enquadram no imenso e diversificado grupo das pessoas necessitadas.
Vários fatores podem determinar que pessoas (ou mesmo famílias inteiras) passem a morar nas ruas ou continuem nessa situação: migração, êxodo rural, desestruturação e degradação das famílias, desemprego, miséria, deficiente educação básica e profissional, consumo de drogas lícitas e ilícitas, criminalidade, indiferença social, discriminação, doenças degenerativas, abandono social, escassos investimentos em projetos habitacionais etc.
Sem deixar de anunciar a Boa Notícia de Jesus Cristo de modo direto, os cristãos evangelizam os moradores de rua no compromisso pela promoção da sua dignidade, defendendo os seus direitos junto à sociedade e aos seus representantes e dirigentes sociais, apresentando projetos e participando deles ativamente, facilitando o regresso às suas famílias e cidades de origem, oferecendo-lhes refúgios em tempos climáticos adversos, mobilizando a sociedade para conseguir-lhes e distribuir-lhes alimentos, agasalhos, cobertores, zelando pela sua segurança e integridade física, possibilitando-lhes meios para higiene pessoal, tratamento de saúde e administração de remédios, disponibilizando casas de recuperação para suspensão do consumo de drogas etc.
Os cristãos também fazem o necessário diálogo com a iniciativa pública e privada para que os moradores de rua recebam educação básica e profissional, possam se organizar para desenvolver atividades que gerem renda, possam ingressar em projetos habitacionais.
Estes e muitos outros trabalhos são realizados pelos cristãos junto aos moradores de rua, especialmente com as crianças, os idosos e os doentes.



quinta-feira, 5 de setembro de 2019

Convém que o cristão chegue a ser apóstolo sem antes ter sido discípulo? Quais passos devem ser dados?


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Jesus - e a Igreja, Corpo Místico d’Ele - quer que as mulheres e homens Lhe conheçam e Lhe amem e, como consequência desse conhecimento e amor, cheguem a Lhe servir nas pessoas, especialmente as mais necessitadas, tanto na vida interna da Igreja quanto na transformação da sociedade conforme os valores do Reino de Deus.
Jesus era chamado de Mestre, de Rabi, de Rabuní. E realmente as pessoas que acolheram os ensinamentos d’Ele cresceram exponencialmente tanto como seres humanos quanto como filhas de Deus.
Jesus dedicou grande parte da vida pública d’Ele à tarefa de preparar os seus seguidores, a fim de que, pela transformação da sua mente e coração, eles pudessem contribuir na expansão e no crescimento do Reino de Deus entre as mulheres e homens.
Antes de chegar a ser apóstolos, o famoso grupo dos Doze precisou aprender os valores do Reino de Deus de maneira teórica e prática, e receber orientações bastante precisas sobre a sua implantação entre as pessoas.
Jesus não foi - e a Igreja tampouco deve ser - irresponsável enviando seguidores sem preparação para a importante missão evangelizadora. Antes - e também durante - o exercício do ministério os apóstolos foram devidamente instruídos, primeiro pelo próprio Jesus e, em seguida, pelo Espírito Santo Paráclito.
De tal modo que não convém de modo algum que um cristão comece a exercer apostolados em nome de Jesus Cristo e da Igreja sem uma suficiente e profunda experiência de conhecimento e de amor.
Quando esse critério não é devidamente realizado, muitos contra-testemunhos são observados, gerando escândalos e afastando as pessoas tanto de Jesus quanto da Igreja.
Claro, a espiritualidade e a formação são permanentes e constantes no processo evangelizador; mas isso não pode ser uma desculpa para confiar importantes ministérios a cristãos sem preparação.



quarta-feira, 4 de setembro de 2019

Que cuidados deve ter um líder cristão para não se transformar num "funcionário do sagrado"?


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Certamente existem muitas e boas exceções - e louvado seja Deus por elas. Mas lamentavelmente as pessoas costumam ter uma imagem negativa dos funcionários, principalmente aqueles que trabalham em instituições públicas, como hospitais, escolas etc; costumam ser muito criticados aqueles que têm contato com as pessoas, especialmente na secretaria e atendimento.
Geralmente as críticas se referem ao modo como tratam as pessoas: de maneira formal, impessoal, sem contato visual, sem simpatia, com pressa, distraído com outras atividades ou com companheiros, com informações incompletas, sem objetividade nem iniciativa pessoal, despreparados para tomar decisões, indiferentes, sem priorizar a atenção para idosos, gestantes ou pessoas com dificuldade motora, que privilegiam os familiares e amigos etc.
Especificamente sobre os funcionários públicos, as críticas se referem a que não se esforçam porque possuem um contrato de trabalho fixo e que não têm preocupação em ficar desempregados.
Os cristãos que desenvolvem algum ministério dentro da Igreja também precisam ficar atentos para que não acabem se transformando em “funcionários do sagrado”, desenvolvendo a missão que receberam de Cristo e da Igreja com as mesmas atitudes daqueles funcionários públicos displicentes.
Os ministros da Igreja devem ser expertos em humanismo, sabendo tratar as pessoas da melhor maneira possível, como o próprio Cristo as trataria; ou melhor, tratá-las como o fariam com o próprio Cristo.
É claro que cada pessoa tem o seu próprio caráter, o seu temperamento. Mas é preciso que cada ministro da Igreja tenha um compromisso pessoal com a amabilidade, com os bons modos, com o respeito, desenvolvendo o seu ministério com amor e dedicação.
Quando se sinta cansado, doente, estressado, com problemas pessoais, o ideal seria se afastar momentaneamente a fim de solucionar as suas dificuldades e, então, retornar ao exercício do seu ministério com alegria e entusiasmo.
O irmão mais velho da parábola do filho pródigo tinha uma relação formal e fria com o pai, apesar de estar sempre na companhia dele. Jesus não quis se relacionar com os seus discípulos como um Mestre com os seus servos. Ele lhes tratava como amigos. Assim também devemos nos tratar uns aos outros.
Que Deus livre os nossos ministros leigos e ordenados de se transformarem em “funcionários do sagrado”.



terça-feira, 3 de setembro de 2019

Que importância tem a Bíblia para a Eucaristia?

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A estrutura da Eucaristia, desde os ritos iniciais até a despedida e o envio, está completamente fundamentada na Bíblia.
A inspiração e as mensagens principais das Sagradas Escrituras estão presentes na Eucaristia.
Cada momento litúrgico da Eucaristia tem seu fundamento na experiência judaica do Primeiro Testamento ou na experiência dos apóstolos ou das primeiras comunidades cristãs do Segundo Testamento.
Merece destaque a Liturgia da Palavra, pela qual os principais textos das Sagradas Escrituras são lidos e meditados nos ciclos semanais, dominicais e festivos.
Os principais gestos litúrgicos e aclamações durante a Eucaristia - como também grande número de cantos litúrgicos - são inspirados nas mensagens bíblicas.
A Liturgia Eucarística está estruturada a partir da Páscoa dos judeus por Moisés e da Páscoa dos cristãos por Jesus, transmitida pelos apóstolos.
A própria compreensão e vivência plenas do mistério eucarístico só é possível graças à leitura e meditação das Sagradas Escrituras.
Assim, pelo que vimos, existe uma profunda relação entre a Bíblia e a Eucaristia.



segunda-feira, 2 de setembro de 2019

Como você vai dinamizar o Mês da Bíblia que começa com a sua família, comunidade, pastoral e movimento?


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É verdade que o cristão tem o compromisso de ler, meditar e colocar em prática a Palavra de Deus durante os 365 dias do ano, todos os 12 meses e as 24 horas do dia. Mas também é verdade que muitíssimos cristãos não colocam em prática esse compromisso.
Pensando nisso, podemos aproveitar o mês de setembro - sugerido pela Igreja Católica - para praticar esse compromisso na vida pessoal e familiar e também na comunidade, pastoral e movimento que participamos.
Em primeiro lugar, é preciso ter uma Bíblia - uma boa Bíblia: com uma linguagem compreensível para os dias atuais, com introdução aos livros sagrados e notas de rodapé que dão a interpretação correta dos versículos e palavras (conforme a Tradição da Igreja), com mapas, com referências e textos relacionados. É verdade que existem excelentes versões digitais da Bíblia gratuitas e disponíveis na Internet. Mas nada substitui a Bíblia impressa.
A Igreja, com os seus dois mil anos de sabedoria, propõe a todos os católicos em todo o mundo as leituras para cada dia. Convém lê-las, meditá-las, primeiro de modo pessoal, depois em família (esposa com esposo, pais com filhos, avôs com netos) e, finalmente, com a comunidade dos fiéis, durante a Eucaristia diária, com a colaboração da homilia (reflexão) oferecida pelo sacerdote.
Graças aos meios de comunicação com inspiração católica (canais de rádio e televisão, revistas, páginas de Internet e aplicativos para dispositivos móveis), é possível fazer a meditação das leituras diárias propostas pela Igreja.
É bom conhecer e divulgar a Lectio Divina (Leitura Orante da Bíblia), que é a metodologia oficial indicada pela Igreja. Consiste em quatro passos, que iniciam depois da invocação ao Espírito Santo: Leitura, Meditação, Oração e Contemplação. Pode ser realizada individualmente mas também em família e em comunidade.
Seria muito útil durante este Mês da Bíblia realizar e participar de círculos bíblicos realizados nas casas das famílias da comunidade, da pastoral ou do movimento. Com a ajuda de bons materiais e de um assessor (teólogo, biblista), podem ser realizados estudos bíblicos, dedicando-se a um livro de cada vez.
Poderia haver sorteios das Sagradas Escrituras nas Eucaristias dominicais, nos encontros de Catequese. Poderia ser lido o Evangelho de cada dia antes do início das aulas, das atividades laborais, em diferentes ambientes e grupos sociais. Poderiam ser produzidos e distribuídos versículos bíblicos e marcadores de Bíblia para os fiéis, nas casas e apartamentos etc. Poderia ser dada maior solenidade ao Lecionário (livro que contém os textos bíblicos proclamados durante a Eucaristia) nos domingos, através de procissões, o uso do incenso etc.